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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bento XVI encoraja os sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital

Papa convida sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital



O papa Bento XVI encoraja os sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital, assegurando a eles que nesse contexto encontram-se como que no limiar de uma "história nova".

É a proposta contida na mensagem do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2010, e que tem por tema O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra.
O Papa quis escolher este tema para mostrar como a comunicação no mundo digital oferece ao sacerdote “novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra”.
Falando dos homens e mulheres do mundo digital, o Papa pede aos sacerdotes: “como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?"


Início de uma história nova
Segundo o bispo de Roma, “o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma "história nova", porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra”.
O Papa pede aos presbíteros “a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas "vozes" que surgem do mundo digital”.
Em particular, convida-os a “anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese”.
“Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios - adquirido já no período de formação - com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor.”


Deus vivo
O sacerdote não é um técnico da comunicação, assinala o Papa, no entanto, “o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’".
A este propósito, o pontífice propõe “uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro”.
Daí que “a tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era ‘digital’, os sinais necessários para reconhecerem o Senhor”.
Respondendo às perguntas dos jornalistas, o prelado explicou que com sua mensagem o Papa não quer dizer aos sacerdotes que eles abandonem a paróquia para dedicar todo o tempo à internet.
“Creio muito na pastoral da paróquia –afirmou. Mas creio que se possa fazer uma pastoral paroquial ‘digital’. Uma pessoa que se encontra no âmbito virtual deve ser encontrada depois na comunidade verdadeira, que a acolhe, e com a qual caminha”.
“Acredito que não é apenas uma questão de ter um site. O tema é mais profundo. Nasce no coração. De um coração apaixonado nascem as várias formas de comunicação”, disse.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A PALAVRA DO PAPA

O sacerdócio é imergir-se na vontade de Deus, lembra o Papa


Aquele que busca poder e prestígio "não compreendeu o significado deste ministério"
Ser sacerdote não é seguir os próprios desejos nem buscar por prestígio e poder pessoais, mas entregar-se plenamente à vontade de Deus.


Foi que enfatizou o Papa Bento XVI nesta manhã de domingo ao presidir, na Basílica Vaticana, a missa na qual conferiu a ordenação presbiterial a 14 diáconos da diocese de Roma.


"A Igreja necessita de cada um de vós, ciente que é dos dons que dos vos oferece e da absoluta necessidade do coração de cada homem de encontrar-se com Cristo, único e universal salvador do mundo, para dele receber a vida nova e eterna, a verdadeira liberadade e a alegria plena", disse a eles.
Ingressar na verdade de si


Em sua homilia, o Papa sublinhou que o sacerdócio "não pode mais representar um meio de se alcançar segurança na vida ou para conquistar status social".


Quem é motivado por tais objetivos ou busca "prestígio pessoal ou poder", portanto, "não compreendeu em sua raiz o significado deste ministério".


"Aquele que pretende realizar principalmente suas próprias ambições, alcançar o próprio sucesso, será sempre escravo de si mesmo e da opinião pública. Para ser considerado, deverá sempre adular; deverá dizer aquilo que apraz às pessoas; deverá adaptar-se às mudanças das modas e das opiniões e, assim, se privará da relação vital com a verdade, e fadado a condenar amanhã aquilo que louva hoje".


Um homem que viva nestes termos, um "sacerdote que veja nestes termos seu próprio ministério, não ama verdadeiramente a Deus nem aos demais, mas apenas a si mesmo, e assim, paradoxalmente, acaba por perder a si mesmo".


O sacerdócio, de fato, "fundamenta-se na coragem de dizer sim a uma outra vontade, na consciência, alimentada dia após dia, de que, conformando-se à vontade de Deus, 'imersos' nesta vontade, não apenas não se cancela nossa própria originalidade, mas, ao contrário, ingressaremos cada dia mais na verdade de nosso ser e de nosso ministério".


A importância da oração
O Pontífice então ofereceu "uma indica bastante precisa para a vida e a missão do sacerdote": o fato de que "na oração ele é chamado a redescobrir a face sempre nova de seu Senhor e o conteúdo mais autêntico de sua missão".


"Somente aquele que nutre uma relação com o Senhor e permanece a ele ligado, pode levá-lo aos demais, pode ser enviado", reconheceu.


Esta deve ser a dimensão "central, também e principalmente nos momentos difíceis, quando parece que os 'afazeres' têm prioridade.


A Eucaristia
O Bispo de Roma lembrou em seguida os novos sacerdotes que, com a ordenação, é doado a eles presidir a Eucaristia.


"A vós é confiado o sacrifício redentor de Cristo, a vós é confiado seu corpo e seu sangue derramado", disse ele.

"Quando celebramos a santa Missa, temos em nossas mãos o pão do Céu, o pão de Deus, que é Cristo, grão triturado para multiplicar-se e tornar-se o verdadeiro alimento da vida para o mundo".


"É sempre uma experiência fascinante ver que em minhas mãos e em minha voz o Senhor realiza este mistério de Sua presença!", exclamou.


"Ao cuidado no que se refere à celebração eucarística deve sempre acompanhar o empenho por uma vida eucarística, vivida na obediência a uma única grande lei, aquela do amor que se doa em sua totalidade e que serve com humildade, uma vida que a graça do Espírito Santo torna cada vez mais semelhante a de Cristo Jesus, Sumo e eterno Sacerdote, servo de Deus e dos homens", acrescentou.


Nesta missão, o exemplo por excelência é o da Virgem Maria, "que submeteu sua vontade àquela de Deus, que gerou Cristo e o entregou ao mundo, que seguiu o Filho até aos pés da cruz, no supremo ato de amor".


Graças a seu afeto, disse finalmente o Papa aos novos presbíteros, "podeis ser alegremente fiéis à tarefa que, como presbíteros, vos é hoje confiada: aquela de submeter-vos ao Cristo Sacerdote, que soube obedecer à vontade de Deus e amar o homem até o fim".


Fonte: Bispado de Rio Preto

terça-feira, 16 de março de 2010

PAPA FAZ CONVITE A JOVENS: CONSIDERAR A VOCAÇÃO

As Jornadas Mundiais da Juventude são uma "iniciativa profética" de João Paulo II
Bento XVI convida os jovens a colocar-se à escuta de Deus para descobrir qual é o plano pensado por Ele para as suas vidas, na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, divulgada hoje.
A JMJ de 2010, cujo tema é "Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?", supõe um acontecimento especial, afirma o Papa, ao cumprir-se o 25º aniversário da instituição destes encontros pelo Papa João Paulo II.

O Pontífice afirma que a iniciativa do seu predecessor foi "profética", sublinhando que "trouxe frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrarem-se, entrarem em atitude de escuta da Palavra de Deus, de descobrir a beleza da Igreja e de viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de entregar-se totalmente a Cristo".

O lema da JMJ deste ano se refere ao episódio do encontro de Jesus com o jovem rico, tema já abordado por João Paulo II em 1985, em sua primeira carta dirigida aos jovens.

Projeto de vida
No jovem do Evangelho, explica Bento XVI, "podemos ver uma condição muito similar à de cada um de vós".
"Também vós sois ricos de qualidade, de energias, de sonhos, de esperanças: recursos que vós possuís em abundância! - escreve o Papa. A vossa própria idade é uma grande riqueza, não somente para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo."

"A etapa da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades", recorda, acrescentando que é também "tempo de escolhas fundamentais para construir vosso projeto de vida".

"É o momento, portanto, de interrogar-vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: 'Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?'."

O Papa reconhece que os jovens, como aquele do Evangelho, talvez vivam "situações de instabilidade, de turbação ou de sofrimento", que os levam a "aspirar a uma vida que não seja medíocre" e a perguntar-se "em que consiste uma vida bem sucedida?" e "qual poderia ser o meu projeto de vida?", para que esta tenha "pleno valor e sentido".

"Não tenhais medo de enfrentar essas questões! - exorta. Longe de oprimir-vos, elas expressam as grandes aspirações que estão presentes em vosso coração."

"Portanto - acrescenta -, devem ser ouvidas. Elas aguardam respostas que não sejam superficiais, mas capazes de atender às vossas autênticas expectativas de vida e de felicidade".

"Para descobrir o projeto de vida que pode tornar-vos plenamente felizes, colocai-vos à escuta de Deus, que tem um plano de amor por cada um de vós", aconselha o Papa.

"Com confiança, perguntai-lhe: 'Senhor, qual é o vosso plano de Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a vossa vontade? Eu desejo realizá-la'. Tende certeza de que Ele vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta!"

Acolher a vocação
Por ocasião do Ano Sacerdotal, o Pontífice dedicou um pensamento especial àqueles que sentem o chamado à vida consagrada.

Neste sentido, convidou os jovens a estarem "atentos se o Senhor convida para um dom maior, na via do sacerdócio ministerial, e a permanecer disponíveis para acolher com generosidade e entusiasmo este sinal de especial predileção, traçando, com a ajuda de um sacerdote, do diretor espiritual, o necessário caminho de discernimento".

A vocação cristã "brota de uma resposta de amor do Senhor e só pode se realizar graças a uma resposta de amor", sublinha o Papa.

"Não tenhais medo, então, queridos jovens e queridas jovens, se o Senhor vos chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração: Ele sabe doar profunda alegria àqueles que respondem com coragem!"

Da mesma forma, convidou os que sentem o chamado ao matrimônio a "acolhê-lo com fé, empenhando-se em colocar uma base sólida para viver um amor grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a sociedade e para a Igreja".

Em todos estes casos, trata-se de responder ao projeto que Deus tem para cada um. "A exemplo de muitos discípulos de Cristo, também vós, queridos amigos, acolhei com alegria o convite para o discipulado, para viver intensamente e de modo frutífero neste mundo", conclui o Papa.

"Nunca é tarde demais para responder-lhe!"

Fonte: http://www.bispado.org.br/