segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bento XVI encoraja os sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital

Papa convida sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital



O papa Bento XVI encoraja os sacerdotes a anunciarem Cristo no mundo digital, assegurando a eles que nesse contexto encontram-se como que no limiar de uma "história nova".

É a proposta contida na mensagem do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2010, e que tem por tema O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra.
O Papa quis escolher este tema para mostrar como a comunicação no mundo digital oferece ao sacerdote “novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra”.
Falando dos homens e mulheres do mundo digital, o Papa pede aos sacerdotes: “como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?"


Início de uma história nova
Segundo o bispo de Roma, “o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma "história nova", porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra”.
O Papa pede aos presbíteros “a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas "vozes" que surgem do mundo digital”.
Em particular, convida-os a “anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese”.
“Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios - adquirido já no período de formação - com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor.”


Deus vivo
O sacerdote não é um técnico da comunicação, assinala o Papa, no entanto, “o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da ‘rede’".
A este propósito, o pontífice propõe “uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro”.
Daí que “a tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era ‘digital’, os sinais necessários para reconhecerem o Senhor”.
Respondendo às perguntas dos jornalistas, o prelado explicou que com sua mensagem o Papa não quer dizer aos sacerdotes que eles abandonem a paróquia para dedicar todo o tempo à internet.
“Creio muito na pastoral da paróquia –afirmou. Mas creio que se possa fazer uma pastoral paroquial ‘digital’. Uma pessoa que se encontra no âmbito virtual deve ser encontrada depois na comunidade verdadeira, que a acolhe, e com a qual caminha”.
“Acredito que não é apenas uma questão de ter um site. O tema é mais profundo. Nasce no coração. De um coração apaixonado nascem as várias formas de comunicação”, disse.

AUMENTA O NÚMERO DE SACERDOTES

Aumentam os católicos no mundo e também o número de sacerdotes e seminaristas, em particular na Ásia e África: é o que atestam os dados do Anuário Pontifício 2010, apresentado ao Papa pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e pelo Substituto da Secretaria de Estado para os Assuntos Gerais, Dom Fernando Filoni.
Os dados estatísticos, referentes ao ano 2008, fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas relacionadas à Igreja Católica nas 2.945 circunscrições eclesiásticas do Planeta. O volume estará proximamente à disposição nas livrarias católicas.
Bento XVI expressou a sua gratidão pelo Anuário que lhe foi oferecido manifestando grande interesse pelos dados ilustrados que mostram um aumento geral dos católicos no mundo: em 2008 foi registrada a cifra de 1 bilhão 166 milhões de fiéis batizados, com um incremento de 19 milhões (+1,7%) em relação ao ano precedente. Também considerando o crescimento da população mundial atingindo a cifra de 6 bilhões e 700 milhões de pessoas, se observa um pequeno aumento percentual da incidência dos católicos no mundo inteiro (de 17,33 para 17,40%).
Registra-se também em aumento o número de bispos no mundo, passado de 4.946 para 5.002 entre 2007 e 2008 (+1,13%). O aumento foi significativo na África (+1,83%) e nas Américas (+1,57%), enquanto na Ásia (+1,09%) e na Europa (0,70%) o crescimento se coloca abaixo da média geral. A Oceânia registra no mesmo período uma taxa de variação de -3%. Porém, tais dinâmicas diferenciadas não causaram substanciais variações na distribuição dos bispos por continente.
Outra evolução positiva, mas moderada (em torno de 1% no período 2000 – 2008) diz respeito ao número de sacerdotes, tanto diocesanos quanto religiosos, aumentado ao longo dos últimos nove anos, tendo passado de 405.178 no ano 2000 para 408.024 em 2007 e para 409.166 em 2008.
A distribuição do clero entre os continentes, em 2008, é caracterizada por uma forte prevalência de sacerdotes europeus (47,1%), os sacerdotes americanos representam 30% do clero mundial; o clero asiático representa 13,2%", o clero africano representa 8,7% e o da Oceânia representa 1,2%.
Entre o ano 2000 e 2008 não variou a incidência relativa dos sacerdotes da Oceânia; por outro lado, cresceu significativamente tanto o clero africano quanto o clero asiático, bem como o clero americano. Já o clero europeu diminuiu significativamente, passando de 51,5 para 47,1%.
Entre as figuras de agentes religiosos que ajudam a atividade pastoral dos bispos e dos sacerdotes, as religiosas professas constituem o grupo de maior peso numérico. Tais religiosas, que no mundo eram 801.185 no ano 2000, diminuem progressivamente, tanto que em 2008 contavam 739.067 (com uma diminuição relativa no período de 7,8%).
Ressalta-se que os grupos mais numerosos de religiosas se encontra na Europa (40,9%) e na América 27,5%) e que as contrações de maior relevo se manifestaram igualmente na Europa (-17,6%) e na América (-12,9%), além da contração registrada na Oceânia (-14,9%); enquanto na África e na Ásia se verificam notáveis aumentos (+21,2% para a África e +16,4% para a Ásia), que contrabalanceiam a referida diminuição, mas não o suficiente para compensá-la.
Em nível global, o número dos candidatos ao sacerdócio aumentou, passando de 115.919 em 2007 para 117.024 em 2008. Ao todo, no biênio houve uma taxa de aumento de cerca de 1%.
Tal variação relativa foi positiva na África (3,6%), na Ásia (4,4%) e na Oceânia (6,5%); já na Europa registrou uma queda de 4,3%. Por sua vez, a América apresenta uma situação quase estacionária.
Em 2009 foram criadas pelo Papa 8 novas sedes episcopais e uma prelazia; uma prelazia foi elevada a diocese e 3 prefeituras a vicariatos apostólicos. Ao todo foram nomeados 169 novos bispos. (RL)
radiovaticana

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

UMA VIDA CONSAGRADA

1 de maio de 2011 - Beatificação do Papa João Paulo II

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 48º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).

A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.

O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).
A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).
Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).
É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.
Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).

Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos menores e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.

A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.

BENEDICTUS PP. XVI

FONTE: NET

25 ANOS DE HISTÓRIA VOCACIONAL

TUDO COMEÇOU EM FEVEREIRO
DE 1.996 EM TANABI

1.986 - 1.989 - Seminário Menor em Tanabi
1.990 - 1.992 - Filosofia em São José do Rio Preto
1.993 - 1.996 - Teologia em São José do Rio Preto
    28 de Abril de 1.996
   Ordenação diaconal em Tanabi

05 de dezembro de 1.996
Ordenação presbiteral na Catedral

  1.986 - 2.011
25 anos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PRESTE ATENÇÃO

COITADO DELE, SEMPRE ERRADO.

Quando o padre fala dez minutos a mais, engoliu agulha de vitrola.
Quando fala com voz forte, está gritando demais.
Quando possui um carro, é mundano.
Quando visita os paroquianos, é fofoqueiro.
Quando não os visita, é anti-social.
Quando pede donativos para construir algo, é dinheirista.
Quando não pede nada não se interessa pelos problemas do povo.
Quando é pontual nas cerimônias, é escravo do relógio.
Quando atrasa um pouco, está sacrificando a comunidade.
Quando quer reformar a igreja, é esbanjador, poderia aplilcar noutra coisa.
Quando é jovem, não tem experiência.
Quando é velho, está na hora de se aposentar.
Quando se traja bem, é grã-fino e quer se aparecer.
Quando é simples no trajar, não sabe respeitar sua dignidade.
Se é bonito, que pena.
Se é feio, coitado, só podia ser padre.
Quando passa pela rua e esquece de cumprimentar, ficou orgulhoso.
Quando conversa e saúda a todos, é um bobo alegre.
Quando dialoga com moças, é namorador.
Quando não conversa, é complexado.
Quando morre ou vai embora, dificilmente aparece alguém para o substituir.
Porque, na verdade ele é:
Mil anos de certeza para um povo
Com 20 séculos de esperança.
Ele é sagrado, num mundo desacralizado.
Ele é o levita... ele é o pai de um povo...
Ele é semente, é mensagem, é Igreja.
Ele é os lábios e as mãos da Igreja, ensaiando uma benção para o amanhã.
Assim deve ser visto o sacerdote:
homem grande de espírito nobre,
homem que luta com Deus.
Um servidor humilde para os tímidos e fracos,
que não se rebaixa perante os poderosos,
mas se curva diante dos pobres.
Dotado de sabedoria e amor à causa do Pai.
Inimigo da preguiça, sempre fiel a Deus,
Enfim, um ser humano muito especial.

domingo, 23 de janeiro de 2011

ORAÇÃO DO SACERDOTE NUMA TARDE DE DOMINGO

Esta tarde, Senhor, estou sozinho.
Na Igreja, pouco a pouco, os ruídos calaram-se.
Foi-se embora toda a gente,
E eu voltei para casa,
Passo a passo,
Sozinho.
Cruzei-me com gente que voltava de um passeio,
Passei pelo cinema: vomitava uma pequena multidão,
Vagueei ao longo de esplanadas de cafés onde, cansados,
Os domingueiros tudo faziam para esticar um pouco mais a
Alegria de viver um Domingo de festa.
Esbarrei nos miúdos que jogavam à bola na rua.
Os garotos, Senhor!
Os filhos dos outros, que não serão nunca os meus.
E aqui estou, Senhor,
Sozinho!
No silêncio que me dói
Na solidão que me oprime.

Tenho 33 anos, Senhor,
Um corpo feito como os outros corpos,
Braços moços para o trabalho,
Um coração reservado para o amor,
Mas tudo isto Te dei.
É verdade que de tudo precisavas,
Tudo Te dei, Senhor, mas é duro Senhor.
É duro dar o próprio corpo: ele queria dar-se a outro.
É duro amar toda a gente e não possuir ninguém.
É duro apertar a mão sem poder retê-la.
É duro fazer que brote uma afeição, mas para a dar a Ti.
É duro nada ser para mim mesmo, a fim de ser tudo para eles.
É duro ser como os outros, entre os outros e ser um outro!
É duro dar sem cessar, sem procurar receber.
É duro alguém ir ao encontro dos outros, sem que jamais
alguém venha ao meu encontro.
É duro sofrer os pecados dos outros, sem poder recusar
acolhê-los e carregá-los.

É duro receber os segredos, sem poder compartilhá-los.
É duro arrastar os outros sem cessar e nunca poder, um
instante sequer, deixar-me arrastar pelos outros.
É duro sustentar os fracos sem poder apoiar-me sobre um forte.
É duro estar sozinho.
Sozinho diante de todos,
Sozinho diante do mundo,
Sozinho diante do sofrimento, do pecado, da morte.


Não estás sozinho, meu Filho,
Estou contigo,
Eu sou teu,
Eu precisava, na verdade,
de uma humanidade a mais para continuar a minha
Encarnação e a minha Redenção.
Desde toda a eternidade, Eu te escolhi.
Eu preciso de ti:
Preciso das tuas mãos para continuara abençoar,
Preciso dos teus lábios para continuar a falar,
Preciso do teu corpo para continuar a sofrer,
Preciso do teu coração para continuar a amar,
Preciso de ti para continuar a salvar.
Fica comigo, meu Filho.
Senhor, eis-me aqui:
Eis o meu corpo,
Eis o meu coração,
Eis a minha alma.
Fazei-me bastante grande para atingir o mundo,
Bastante forte para carregar com ele,
Bastante puro para o abraçar, sem querer guardá-lo.

Fazei que eu seja um ponto de encontro, sim, mas ponto de passagem.
Caminho que não pende para si próprio,
porque nele não há nada de humano a encontrar, nada que não conduza a Ti.

Esta tarde, Senhor, enquanto tudo em volta está em silêncio,
dentro do meu coração sinto morder duramente a solidão.
Enquanto o meu coração uiva longamente a fome de prazer,
enquanto os homens me devoram a alma
e eu me sinto impotente para a saciar,
Enquanto sobre os meus ombros pesa o Mundo inteiro,
com todo o seu peso de miséria e pecado,
eu repito o meu Sim.
Não às gargalhadas, mas lentamente, lucidamente,
humildemente.
Sozinho, Senhor, sob o Teu olhar,
Na paz da tarde...

(in Poemas para rezar, de Michel Quoist)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

VOCAÇÃO

Eu andava pelos 30 anos e estava, por assim dizer, instalado na vida. E, no entanto, parecia que me faltava alguma coisa. Ou um Alguém. Assim mesmo, com maiúscula. O Absoluto que na minha inquietação procurava não O tinha encontrado na profissão, nem nas relações mais próximas que ia cultivando. Nesse instante de lucidez, senti que uma Voz me falava pessoalmente, no íntimo do coração, chamando-me pelo nome, convidando-me a preparar o meu terreno para a sementeira. Eu que, como jornalista, tinha o hábito de perseguir as respostas, comecei a andar atrás das perguntas. É urgente descobri-las, saber pô-las. Comecei a alimentar-me com sofreguidão da Eucaristia, mas o estar "do lado de lá" já me sabia a pouco. Cristo, o Cristo do sorriso, o Ressuscitado, queria mais de mim.


Fiz o meu caminho, reforçando os laços com a Igreja. Cheguei a pensar que aquilo não me estava a acontecer e a pedir a Deus para me tirar daquele filme. Que era já tarde na minha vida, que não ia a tempo, que se tivesse acontecido antes... Nada a fazer: o "bichinho" continuava a martelar, a propor-me sair de mim próprio, esvaziar-me para me voltar a encher, desta vez do que é essencial. Na oração, descobri-me apaixonado por Cristo. Seria cansativo enumerar agora as pessoas e acontecimentos de que Ele Se serviu para me encaminhar para o Seminário. Digo apenas que, após o click inicial, veio a prova da fidelidade, por vezes dura, balbuciante.

A entrada não foi fácil. Dar contas dos meus actos, cumprir horários, viver e conviver com rapazes mais novos afigurava-se-me um pesadelo. Era, salvo seja, como se tivesse casado com 40 pessoas! Não tinha compreendido ainda que a beleza deste mistério reside no facto de nunca ter pedido para viver com eles nem eles comigo. Temia vir a ser como peixe fora de água. Receava poder vir a perturbar a casa, como aquelas pessoas que chegam atrasadas à sessão de cinema e têm que pedir licença até chegarem ao lugar que lhes foi destinado.

Mas aos poucos fui descobrindo que o Seminário é, além de um dom, uma tarefa que a cada dia que passa se constrói em comunidade. Uma família. A vida oculta de Nazaré. Não somente um lugar mas uma experiência de encontro com o Cristo que chamou os discípulos para estarem com Ele, primeiro, e só depois para os enviar a pregar - por isso prefiro dizer que estou "em seminário", mais do que "no seminário". Que esta experiência não pode ser concebida tanto do ponto de vista das coisas de que abdicamos, de que nos privamos, como na perspectiva de uma vida nova, diferente, que Ele nos oferece para que a comuniquemos. Estou com Ele. E sabeis que mais? Acabei por concluir que, afinal, a semente nunca tinha deixado de estar lá! Hoje, aos que ainda olham para mim intrigados e pronunciam a expressão "vocação tardia", costumo responder, por brincadeira, "pois, já passava da meia-noite quando o Senhor bateu à porta...". Nunca é tarde, tal como nunca é cedo!

Senhor, dou-Te graças pelas maravilhas que realizaste na minha vida e peço-Te que me dês força para ver o filme até ao fim. Podes contar comigo para ligar os máximos, porque não é o que não se semeou que mais tarde se vai colher. Sei que não conquistei nada nem vou conquistar, porque a cada passo és Tu que me conquistas. Desperta no coração das famílias cristãs a vontade de corresponderem à radicalidade do Teu amor gerando novos filhos para Igreja – lembrados de que um filho não é uma coisa que se possui (tantas vezes para que seja o que não fomos) e que por isso nunca se perde -, propondo-lhes que acolham o realismo do impossível, o dom de aprender a ser futuro em embrião aqui e agora, que Te sigam mais de perto, que descubram a beleza da vocação na beleza do Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.

Miguel Miranda
Fonte: Net

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

VOCAÇÃO

VOCAÇÃO

Será que tenho?
Será que devo desistir?


Nesse pequeno artigo que começo a escrever, pretendo falar da vocação que o Ser Humano é chamado a viver, porém, vou dar atenção especial a vocação Religiosa e Sacerdotal, na qual acredito ter sido chamado por Deus.
É complicado descrever de que forma a vocação surge na vida do ser Humano, ela não tem hora nem data para aparecer e muitas vezes é difícil de se definir qual vocação nos foi confiada por Deus. Até hoje penso: será essa a minha verdadeira vocação? Será essa minha missão? Será que as dificuldades não vão me “engolir” na metade do caminho? São respostas que procuro diariamente, e confesso que às vezes acho, e tenho o conforto, todavia, às vezes não encontro essas respostas e não sei o caminho certo, me vejo em escuridão.

As respostas às perguntas acima, devemos procurar na fonte de nossa vocação, mas aonde esta essa fonte? Ou melhor, quem é essa fonte?
Bom, você certamente deve ter pensado em Deus, acertei? De fato Deus é essa fonte, eu diria mais, ele é o semeador da vocação em nossos corações, Ele é aquele que com todo o carinho planta a semente da vocação no coração de cada escolhido e escolhida para trabalhar para a causa do seu Reino. Mas é claro que essa semente não vai transformar-se em uma planta e nunca dará frutos se ela não for regada. Deus nós da um “regador” cheio d’ água, contudo cabe a nós despejar esta água sobre a semente, ou seja, a vocação não depende apenas da providencia Divina, mas sobre tudo depende de nossa boa vontade de cuidar dessa semente tão valiosa.

Nesse processo de cuidado com a vocação vem as “pragas”. Essas “pragas” são os momentos de duvida, os momentos de tristeza. São esses momentos que pensamos em desistir, de parar de seguir este caminho tão belo, está caminhada rumo ao Reino de Deus. Essas são as chamadas provações que estão sempre ao lado daquele que assume Deus como seu bem maior. A esses, a caminha nunca será fácil, sempre terá algum motivo que lhe leve a pensar na saída do seminário, ou no abandono de seus votos, e no caso dos sacerdotes, abandono do seu ministério.

Eu ainda na qualidade de seminarista, já vivi vários momentos de crise vocacional, diga-se de passagem, que uma delas me tirou uma vez do seminário, no qual entrei em 2007 e saí no mesmo ano. Hoje vivendo a carismas de São José Manyanet na Congregação Filhos da Sagrada Família Jesus Maria e José, sinto a fortaleza de ser acolhido nos braços maternos de Maria e estar na proteção paternal de José, porém, os momentos de crise sempre batem a porta, momentos que sou confortado pela Santa Virgem e pelo Santo carpinteiro, e é lógico, pelo nosso irmão e Senhor, Jesus.
A vocação é algo muito complicado. Certa vez em uma entrevista que concedi ao blog Oficial, disse que não a quem entenda a cabeça de um seminarista, e de fato, como alguém vai compreender a cabeça deste, se ele mesmo não consegue se achar? A vocação a vida religiosa tem seus altos de baixos, e nós chamados a essa vocação devemos lidar com os momentos de tormenta, mas como? É uma boa pergunta que sinceramente não sei responder, apenas me esforço para tentar supera-las. O método no qual eu aconselho é simples, mas eficaz: O poder da oração. A oração é a grande arma daquele que tem fé em Deus e em Cristo nosso Salvador. Mas em um lugar nós encontramos a força que reanima nossa vocação, eu gosto de chamar este local de “Manto da Mãe de Deus”. É aonde encontro forçar, e tenho certeza que deve haver um lugar para você neste Manto de amor. Faça a experiência, vale a pena.
Agora é continuar a caminhar para a vocação perdurar.
Que a Sagrada Família te ilumine, e não se esqueça que você não está sozinho, que a sua vocação esta sendo acompanhada de perto por alguém especial.

Cesar da Rocha Pires
Seminarista da Congregação Filhos da Sagrada Família Jesus Maria e José

Fonte: Net